Gregos respondem às imposições da União Europeia e FMI
A heroica luta do povo grego contra as imposições do capital monopolista nacional e internacional, dirigida pela Frente Sindical de Luta (PAME), e apoiada pelo Partido Comunista da Grécia (KKE) – 7 greves gerais em 5 meses –, tem sido desvalorizada e desvirtuada pela mídia dominante. Esta semana o KKE acusou os provocadores pela morte de 3 pessoas, a fim de caluniar a luta popular contra as medidas impostas pelo capital.
No dia 5 de maio, a greve nacional de todos os trabalhadores, organizada pela PAME fez parar todas as atividades produtivas na Grécia. O trabalho paralisou fábricas e empresas, obras e lojas, portos e aeroportos, universidades e escolas. Logo de manhã cedo, milhares de trabalhadores e de jovens apresentaram-se diante dos seus locais de trabalho, defendendo o direito à greve, contra o terrorismo patronal. Centenas de milhares de populares manifestaram-se em reuniões e manifestações organizadas pela PAME em 68 cidades da Grécia.
Simultaneamente, grupos de provocadores tentaram caluniar a mobilização grevista. Aleka Papariga, secretária-geral do KKE, demonstrou a importância da luta política organizada e condenou na tribuna do parlamento as tentativas dos provocadores, que levaram à morte três jovens, morte por asfixia provocada pelo arremesso de coqueteis Molotov para dentro de um banco.
Em Atenas, a reunião central da PAME realizou-se na praça Omonia.
O orador principal, Yorgos Perros, membro do secretariado executivo da PAME, destacou em seu discurso:
"Basta de mais sacrifícios a favor dos banqueiros, dos industriais, dos monopólios. Os nossos sacrifícios serão para defendermos, todos juntos, os nossos direitos, a nossa vida. Para defender a vida dos nossos filhos, não para os entregar, acorrentados, à exploração mais selvagem. As nossas conquistas não podem ser abandonadas.
É uma mentira alegar que estas medidas se destinem a salvar o país. Trata-se de medidas para salvar os patrões, os banqueiros, os armadores que foram os únicos privilegiados pelas medidas de apoio anteriores. Para os estrangeiros que emprestam e que, juntamente com os parasitas capitalistas locais, vão apropriar-se da riqueza produzida pelo nosso povo.
As medidas já estão planejadas e materializadas, pouco a pouco, de há alguns anos a esta parte. Estão descritas no tratado de Maastricht e no Livro Branco. Fazem parte integrante de todas as Cúpulas da UE. Figuravam no programa do PASOK e da Nova Democracia. Faziam parte dos nove pontos do acordo entre o GSEE e a União do Patronato Grego".
"Temos o direito e lutaremos pela nossa Grécia, que será mil vezes melhor que a deles. Mesmo que estas medidas sejam aprovadas, nunca serão legalizadas na nossa consciência. Nunca obedeceremos a essas lei. Dia após dia, mês após mês, voltaremos a agrupar-nos para nos opormos à aplicação dessas leis, até derrubarmos as leis e a eles mesmos", destacou Yorgos Perros.
O responsável da PAME terminou o seu discurso, assinalando que: "Nós, os operários, os trabalhadores independentes, os artesãos, os pequenos comerciantes, os pequenos e médios agricultores, os jovens, somos a maioria. Ao construirmos a nossa frente, a nossa aliança, tornamo-nos mais fortes.
E, quando construirmos a nossa frente popular, não seremos apenas fortes, mas super poderosos. Porque teremos construído o vetor do nosso poder. Teremos construído a ferramenta para planificar e produzir de acordo com as nossas próprias necessidades. Teremos criado o mecanismo principal, a fim de impedir a minoria dos usurpadores e dos parasitas de viver à custa das nossas riquezas, do nosso trabalho que é mais do que suficiente para a nossa vida, para a vida dos nossos filhos e das gerações futuras.
É este o nosso dever patriótico e a nossa grande responsabilidade. É este o nosso grande objetivo e não recuaremos apesar de todos os sacrifícios necessários".
Depois do discurso, seguiu-se uma grandiosa manifestação dos sindicatos de classe, reunidos no seio da PAME, contra a linha de compromissos liderada pelas confederações do setor privado (GSEE) e do setor público (ADEDY) que, durante este tempo todo, têm apoiado a política anti-popular. Fora da PAME, participaram na manifestação a União contra os monopólios dos operários especializados e PME’s (PASEVE) e a Frente de Luta Estudantil (MAS).
À cabeça da manifestação da PAME, encontrava-se uma delegação do Comitê Central do KKE, tendo à frente a sua secretária-geral Aleka Papariga.
A manifestação da PAME marchou pelas ruas principais de Atenas até ao parlamento, onde o governo social-democrata apresentara o projecto de lei, para ser posto à votação com o pedido de urgência. De notar que o grupo parlamentar do KKE exigiu, utilizando o regulamento do parlamento, que seja respeitada a maioria qualificada e não a maioria simples para esta votação (180 deputados em 300).
A posição do KKE quanto aos incidentes
A manifestação da PAME foi maciça e dispunha de um serviço de ordem. Respondeu com veemência à ação dos provocadores, que tinham sido preparados por grupos e mecanismos de provocação, a fim de desviar a atenção, de desvalorizar a importância da mobilização, de caluniar o KKE, de prejudicar a dinâmica das lutas e de amedrontar os trabalhadores.
Aleka Papariga, falando no parlamento, logo depois da notícia da morte de três pessoas, fez a seguinte declaração:
"Os trabalhadores, que enfrentam o pior dos ataques desde 1974, sabem distinguir, por um lado, entre uma luta política organizada que serve para defender os seus direitos, para exprimir os seus protestos, uma luta que pode assumir diversas formas de acordo com diversas situações e, por outro lado, todas as tentativas de sabotagem dessa luta, todas as provocações que provocam vítimas inocentes e dão argumentos a todos os que querem caluniar essa luta.
Afirmamos que o povo, não só não deve ter medo dessas provocações, como deve tomar todas as medidas para proteger as suas lutas, lutas que devem começar nos seus locais de trabalho. É aí onde ele mais sofre. O início da luta deve travar-se no local de trabalho a ser concluído numa luta nacional.
E, tenho que dizer o seguinte: Basta de criminalização do povo. Foi criminalizado pela crise, foi criminalizado por tudo. O movimento popular organizado não pode ser responsabilizado por acções que são planeadas não sei em que bastidores. A provocação não passará. Continuaremos a nossa luta".
A secretária-geral do KKE deu também uma resposta decisiva ao presidente do partido nacionalista LAOS, Yorgos Karatzaferis, depois de este ter se mostrado um anticomunista primário e ter atacado o KKE.
Na sua resposta, a secretária-geral sublinhou: "quando a manifestação da PAME chegou ao parlamento, já aí se encontravam membros do Chrysi Avgi (Amanhecer Dourado, grupo de extrema-direita nacionalista), 'desconhecidos' (conhecidos) que incendiaram a Escola Politécnica de Atenas em 1994 e que vociferavam “vamos queimar o parlamento”. Nós os desarmamos, nós lhes tiramos as bandeiras da PAME que eles traziam. Nós os desmascaramos e nós protegemos a nossa manifestação na praça Syntagma formando barreiras. Não houve o menor incidente. Porventura os que estavam diante do parlamento têm laços de sangue, permanentes ou transitórios, com M. Karatzaferis. Ele desempenha realmente o papel do provocador de serviço, para impor as medidas antipopulares.
O povo tem o direito, através do processo da luta política de massas, de criar as condições para uma revisão da constituição até à sua alteração radical.
Temos dificuldade em compreender: porque é que o parlamento não altera a Constituição ao fim de tantos anos? E, evidentemente, dizemos ao povo que uma Constituição que nós não aprovamos é uma má Constituição e que se deve lutar para a mudar. Mas uma coisa é dizer clara e honestamente que esta Constituição é anti-trabalhadores e antipopular e outra coisa é ser um profissional, mesmo sem ser sentimental, da provocação".
Nota do tradutor:
KKE - Partido Comunista da Grécia, o mais antigo partido político grego
PASOK - Movimento Socialista Pan-helénico, partido político grego social-democrata
GSEE - Confederação Geral dos Trabalhadores Gregos, fundado em 1918, filiado na Confederação Sindical Internacional
ADEDY - Confederação dos Funcionários Públicos, centrista, filiada ma Confederação Europeia dos Sindicatos
PASEVE – Frente Anti-monopolista das Pequenas e Médias empresas
MAS – Frente de luta dos Estudantes
LAOS – Alerta Popular Ortodoxo, partido político grego de extrema-direita fundado em 2000
Chrysi Avgi – grupo neonazi grego
O original encontra-se em: http://fr.kke.gr/news/2010news/2010-05-05-apergia
Tradução de Margarida Ferreira para ODiario.Info
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Massive class response to plutocracyand the anti-people policy of the social-democrat government, the EU and the IMF
May 5
Massive class response to plutocracy
and the anti-people policy of the social-democrat government,
the European Union and the International Monetary Fund.
Unprecedented participation of tens of thousands of people in the demonstrations of PAME in Athens and 68 cities
KKE denounces the provocations that sought to strike a blow at the people’s struggle for the death of 3 people
On 5th of May the nationwide strike of All Workers Militant Front (PAME) froze every productive activity in the country. Factories, construction sites and stores, ports and airports, universities and schools paralysed.
In the early morning thousands of workers and young people were outside the workplaces defending the right of the workers to go on strike, against employers’ intimidation. Hundreds of thousands of people protested at the demonstration organised by PAME in 68 cities throughout Greece.
At the same time, provocative groups tried to undermine the strike demonstration. Aleka Papariga, General Secretary of the CC of KKE, highlighted the importance of the organised political struggle and denounced also in her speech at the parliament the efforts of the provocateurs that led to the death of three young people who died of suffocation after a Molotov cocktail was thrown at a bank.
The strike demonstration in Athens
In Athens the central strike demonstration of PAME took place at Omonoia Square, at the centre of Athens. Giorgos Perros, member of the Executive secretariat of PAME delivered the main speech stressing:
“No more sacrifices for the bankers, for the industrialists, for the monopolies. We will make sacrifices so as to defend, all together and united, our rights, our life; so as to defend the life of our children, not hand them over to the most brutal exploitation bound hand and foot. We do not give up our gains.
They lie when they argue about a rescue bailout package for the country; it is a rescue bailout package for the employers, the banks, the ship-owners, the ones who have been benefited from the previous rescue bailout packages; likewise for the foreign creditors, who along with the parasites of plutocracy will plunder the wealth produced by our people for the next decades.
They have elaborated and gradually implemented these measures since many years. These measures are outlined in the Treaty of Maastricht, in the White Paper; they are included in all decisions of the EU Summits; they were included in the programmes of PASOK and ND; likewise in the 9-point agreement between GSEE and Federation of the Greek Industrialists”.
G. Perros underlined: “we deserve our own Greece, which is far better than theirs, and we will struggle for it. Even if they pass these measures, we will never legitimate them in our consciousness, we will never obey the laws that impose those measures. Day by day, month by month we will gather forces to block the implementation of these measures, till the overthrow of them and their measures.”
The representative of PAME closed his speech stressing: “we, the workers, the self-employed, the craftsmen, the small tradesmen, the small and medium sized farmers, the young people, we are the majority.
We will become stronger as long as we build our front, our own alliance. And once we will have built our own people’s front we will not be merely strong, we will be almighty; because we will have created the body of our own state power; we will have created the tool in order to plan and produce according to our needs; we will have created the basic mechanism in order to stop the minority of parasites who plunder our wealth, who live off our labour which is suffice in order to build our life, the life of our children and the next generation.
This is our patriotic duty and our great responsibility, this is our “one-way road” and we do not give up not matter how many sacrifices we will have to make.
Following the speech, a march of PAME took place rallying against the line of concession, namely the line of GSEE and ADEDY which aids this policy with their stance. Apart from the forces of PAME, forces of Αll Greek Antimonopoly Rally of the self-employed and the small tradesman (PASEVE) and Students’ Militant Front (MAS) also participated in the mass rally and the demonstration.
At the head of the march was a delegation of the CC of KKE lead by Aleka Papariga, General Secretary of the CC of KKE.
The protesters of PAME marched through the central streets of the city to the parliament, where the social democrat government has tabled the bill with the anti-labour measures seeking to pass it through under emergency procedures. We should note that the parliamentary group of KKE utilised the parliamentary regulation asking to follow the article that requires qualified (180 MEPS out of 300) and not simple majority for the approval of the anti-people bill.
The position of KKE on the incidents
The massive and protected demonstration of PAME gave a dynamic response to the provocative action organised by several provocative groups and mechanisms in order to disorient the people, to reduce the importance of the massive mobilization, to slander KKE, to stop the dynamic of the struggles and intimidate the working people.
In her speech at the parliament, right after the announcement of the death of three people, Aleka Papariga made the following statement:
“The working people, who suffer an unprecedented attack, the worst after 1974, are able to distinguish the systematic political struggle for the defense of their rights, for their protest, a struggle that can take many forms according to the conditions at each time. They can clearly tell the difference between this struggle and every plan aiming at the subversion of the struggles, every provocative action that causes innocent victims and aids all those who want to create a scenery in order to slander the struggles.
People should not only defy the provocations but they should also take all the measures to protect their struggles which should start from the workplaces. They should hit where it hurts. the starting point of the battle must be the workplace and lead to a nationwide struggle.
I should also stress the following: stop putting the blame on the people. People are blamed for the crisis, for everything. The responsible organised people’s movement cannot be blamed for actions planned backstage. This provocation will not pass. We will continue our struggles”.
In addition the general secretary of the CC of KKE gave a resolute response to the president of the nationalist party LAOS who resorted to vile anticommunism and launched a provocative attack against KKE.
When the march of PAME arrived at the parliament, there was a group of members of “Xrisi Avgi” (ultra-right nationalist group), the so-called the known-unknowns, who in 1994 set the Polytechnic School on fire and they were saying “burn the parliament down”. We disarmed them and we took them away the flags of PAME. We denounced them, we marched with linked arms and not a single incident occurred while we were at Syntagma square
I do not know whether this group outside the parliament has blood ties, permanent or temporary with Mr. Karatzaferis but honestly Mr Karatzaferis is playing the role of a provocateur at service in order to impose the anti-people measures.
People have the right to create the conditions through the process of mass political struggle, for the revision till the radical change of the Constitution.
Was the parliament not changing the constitution all those years?
Of course, we have condemned this constitution and we are telling the people that they should struggle for its change. Telling openly and clearly that the Constitution has an anti-people and anti-labor character is different from being a professional –not even motivated by emotional reasons- provocateur”.
May 5, 2010
International Section of the CC of KKE
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Respuesta masiva de la clase obrera a la plutocracia y a la política antipopular del gobierno socialdemócrata, de la Unión Europea y del Fondo Monetario Internacional
Participación sin precedentes de decenas de miles de gente en las concentraciones del PAME en Atenas y en 68 ciudades
El KKE denuncia los provocadores para la muerte de tres personas con el fin de socavar las luchas populares
El 5 de mayo, con la huelga general del Frente Militante de Todos los Trabajadores (PAME) se congeló cualquier actividad productiva en Grecia. Se detuvo el trabajo en las fábricas, en los lugares de construcción y en las tiendas, en los puertos y aeropuertos, en las universidades y las escuelas. Desde muy temprano, miles de trabajadores y jóvenes estaban fuera de los centros de trabajo defendiendo su derecho a huelga, contra la intimidación de los patrones. Cientos de miles de personas protestaron participando en las concentraciones y manifestaciones organizadas por PAME en 68 ciudades de Grecia.
Al mismo tiempo grupos de provocadores intentaron socavar la manifestación. Aleka Papariga, la Secretaria General del KKE, destacó la importancia de la lucha política organizada y denunció desde el parlamento los esfuerzos de los provocadores que causaron la muerte de 3 jóvenes que murieron de asfixia por bombas molotov en el banco.
La concentración en el marco de la huelga y la manifestación en Atenas
En Atenas la concentración del PAME se realizó en la plaza Omonia, donde el orador principal, G. Perros, miembro del Secretariado del PAME, señaló entre otros:
“Basta ya los sacrificios para los banqueros, los industriales, los monopolios. Si es necesario vamos a hacer cualquier sacrificio para defender, todos unidos, nuestros derechos, nuestra vida. Para defender la vida de nuestros hijos, para no entregarles atados de pies y manos para la explotación más dura. No vamos a entregarles nuestras conquistas.
Su reclamación que se trata de un paquete de rescate del país es una mentira. Es un paquete de rescate para los patrones, los banqueros, los armadores que han sido los únicos que se beneficiaron de los anteriores paquetes de ayuda, así como para los acreedores extranjeros que junto con los plutócratas griegos durante décadas quitan de nuestro pueblo la riqueza que produce.
Han diseñado estas medidas muchos años antes y ahora las van aplicando gradualmente. Se mencionan en el Tratado de Maastricht, en el Libro Blanco. Se incluyen en todas las resoluciones de las Cumbres de la Unión Europea. Formaban parte del programa del PASOK y de la ND. Se incluían en los 9 puntos del acuerdo entre la Confederación de trabajadores en el sector privado y la Federación Griega de Empresas”.
G. Perros mencionó que: “Es nuestro derecho y vamos a luchar por tener nuestra Grecia que va a ser infinitamente mejor que la suya. Incluso si votan esta medidas no las van a legitimar en nuestras conciencias, no vamos a obedecer a las leyes que utilizan para imponérnoslas. Día tras día, mes tras mes vamos a reunir fuerzas para impedir la realización de estas leyes, hasta derrocar estas propias leyes y a ellos mismos.”
El representante del PAME concluyó su discurso señalando que: “Nosotros, los trabajadores, los autónomos, los artesanos, los pequeños comerciantes, los pequeños y medianos campesinos, los jóvenes somos la mayoría.
Y a medida que construimos nuestro frente, nuestra coalición, lo más fuertes vamos a ser. Y cuando construyamos nuestro frente no vamos a ser simplemente fuertes sino poderosos. Porque habríamos construido el instrumento de nuestro poder. Habríamos construido el instrumento para planificar y producir teniendo como criterio nuestras necesidades. Habríamos construido el mecanismo básico para impedir la minoría de usurpadores y parásitos que viven con la riqueza que nos han privado que es el resultado de nuestro trabajo y basta para que construyamos nuestra vida y la vida de nuestros hijos y de las generaciones futuras.
Este es nuestro deber patriótico y nuestra gran responsabilidad. Esta es la vía de sentido único para nosotros y no vamos a rendirnos no importa cuantos sacrificios serán necesarios.”
Siguió una grande marcha masiva de los sindicatos de clase, que se unen en el PAME, contra la línea del consenso de las confederaciones de los trabajadores en el sector privado (GSEE) y en el sector público (ADEDY) que todo esto tiempo facilitan con su actitud la política antipopular. En la concentración y en la manifestación aparte de las fuerzas de PAME participaron fuerzas del Frente Panhelénico Antimonopolista de los autónomos y los pequeños comerciantes (PASEVE) y del Frente de Lucha de los estudiantes (MAS).
En la cabeza de la marcha de PAME estaba una delegación del CC del KKE, encabezada por la SG del CC del KKE, Aleka Papariga.
Los manifestantes de PAME se dirigieron a través de calles centrales de Atenas fuera del parlamento donde el gobierno socialdemócrata había promovido con un plan de medidas anti-laborales. Intenta que se vote con el procedimiento de urgencia. Hay que señalar que el grupo parlamentario del KKE utilizó el reglamento del parlamento, pidiendo que se mantenga el artículo que prevé una mayoría aumentada (18 diputados de los 300), y no simple mayoría, para la aprobación de la ley antipopular.
La posición del KKE en cuanto a los episodios
La multitudinaria y protegida concentración y manifestación del PAME dio una respuesta fuerte contra la provocación organizada por grupos y mecanismos provocadores con el fin de centrar la atención en otro lugar, de reducir la importancia de la huelga y de la manifestación masiva, de desacreditar el KKE, de detener la dinámica de las luchas e intimidar a los trabajadores.
Aleka Papariga, en su discurso en el parlamento justo después de la noticia de la muerte de las 3 personas, hizo la siguiente declaración: “Los trabajadores que están enfrentando un ataque sin precedentes, el peor que ha sucedido desde 1974, son capaces de distinguir la lucha política sistemática para la defensa de sus derechos, para expresar su protesta, y realizar una lucha que puede tomar varias formas dependiendo de las condiciones.
Pueden entender claramente la diferencia entre esta lucha y los planes que intentan socavar estas luchas, las provocaciones que causan víctimas inocentes y crean un escenario para los que quieren calumniar las luchas.
El pueblo debe desafiar las provocaciones y tomar medidas para proteger sus luchas, luchas que deben tener como punto de partida los centros de trabajo. Porque es allí donde más les “duele”. La lucha debe empezar en el centro de trabajo y volver a ser lucha a nivel nacional.
También quiero decir lo siguiente: Dejen de meter la culpa al pueblo! Le metén la culpa de la crisis, le implican en todo. No pueden criminalizar el movimiento popular organizado y responsable, no lo pueden implicar en cualquier tipo de acciones. La provocación no pasará. Nosotros continuaremos nuestra lucha.”
La Secretaria General del CC del KKE dio una decisión decisiva al presidente del partido nacionalista de LAOS, que desató un anticomunismo fuerte y un ataque de provocación contra el KKE.
Yo propongo que todos los reporteros y los canales que estaban fuera del Parlamento cuando llegó la demonstración del PAME que vengan como testigos. Allí había miembros de “Jrisí Avgí” (grupo nacionalista), conocidos-desconocidos que en 1994 quemaron el edificio de la Universidad Politécnica, así como un grupo de personas que decía “¡a quemarlo, a quemar el parlamento!” y fuimos, les desarmamos, y les quitamos las varillas con las banderas del PAME. Les denunciamos, marchamos cogidos de los brazos y cuando estabamos en la plaza Sintagma no ocurrió ningún incidente. Tal vez los que estaban fuera del Parlamento tengan lazos de sangre permanentes o temporales con señor Karatzaferis, no sé, pero la verdad es que señor Karatzaferis desempeña el papel de provocador al servicio dictado para realizar su tarea.
El pueblo tiene derecho de crear las precondiciones desde cambiar algo o hasta que cambie radicalmente la Constitución.
No lo entiendo. Tantos años la Constitución no cambia? La rechazamos y decimos a la gente que es una mala Constitución y que debe luchar para cambiarla. Sin embargo, es otra cosa decir abiertamente que esta Constitución es anti-obrera y anti-popular, y otra cosa ser un provocador no emocional sino profesional.”
5/5/2010
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